26.11.15 | Escrito por: O Bom de Viajar

Cervejas para todos os gostos

Viaje com a gente pelo saboroso mundo das cervejas especiais

 

Cervejas para todos os gostos

 

Na praia, com os amigos, lá está ela. No churrasco da família, de novo. No tão esperado happy hour, então, nem se fale! Verão ou inverno, não importa, a cerveja é presença confirmada e onipresente em praticamente todas as ocasiões.

 

 

Que o brasileiro gosta da boa e velha cervejinha gelada não é exatamente uma novidade. Somos o terceiro maior mercado produtor do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China, e consumimos em média 62 litros da bebida por ano. Uau!

 

 

Mas um universo relativamente novo por aqui tem chamado atenção: o fantástico mundo das cervejas especiais ou artesanais.

 

 

São tantos nomes, cores, cheiros e sabores que, para muitos, parece complicado escolher qual ou quais experimentar. Mas não se assuste! Pra quem está a fim de fazer bonito na hora do pedido, O Bom de Viajar selecionou algumas dicas para você mandar bem no pub, sem medo de ser feliz.

 

Cervejas para todos os gostos

 

Entre as dezenas de opções ofertadas, a degustação é o segredo para conhecer e encontrar a cerveja que mais combina com o seu paladar

 

As cervejas mais consumidas mundialmente são as do tipo Lager. Com baixo teor alcóolico (entre 4 e 5%). Essas também são as favoritas dos brasileiros. As marcas mais populares, produzidas em escala industrial, têm essa classificação. Elas são consideradas american lager ou american light lager.

 

 

Opa! Mas essas não são Pilsen?

 

 

De acordo com os especialistas, para que uma cerveja possa ser considerada Pilsen, essa deve ser feita 100% com malte de cevada e não com milho e arroz, como as que normalmente classificamos e consumimos como Pilsen são fabricadas.

 

 

Pausa breve para a polêmica…

 

 

Existe uma discussão quanto ao uso do milho e do arroz nas receitas das geladas. O uso desses cereais é permitido e comumente utilizado pelas grandes indústrias, pois o custo de produção fica baixo e a cerveja fica mais leve, podendo ser consumida em grande quantidade.

 

O problema, na visão dos experts, é que a adição de milho e arroz altera muito a qualidade da bebida, mudando características e, é claro, o sabor.

 

Mas vale lembrar que o gosto é sempre do freguês, viu 😉

 

 

ALE, LAGER E GEUZE

 

 

Na hora do pedido, é importante entender um pouquinho sobre os nomes e estilos da bebida. Normalmente, as cervejas são classificadas pelo tipo de fermentação, que são divididos em três grupos:

 

 

Tipo Ale – alta fermentação, sabor adocicado, encorpada, frutada e feita a partir de cevada maltada. O teor alcóolico varia conforme o estilo. São desse tipo: Stout, American Strong Ale, India Pale Ale e Irish Red Ale, entre muitas outras.

 

 

Tipo Lager – de baixa fermentação, a maioria é clara, com sabor moderadamente amargo e teor alcóolico entre 4 e 5%. São lager: Pilsener, Munchener, Vienna, Dortmund, Einbeck, Bock, Export e Munich.

 

 

Tipo Geuze ou Lambic – são as cervejas de fermentação espontânea, que ocorre no contato com micro-organismos presentes no ar. São super especiais, devido ao processo, e tradicionalmente produzidas na região de Pajottenland, na Bélgica.

 

 

Cervejas para todos os gostos

 

Agora é hora! Vamos ao que interessa?

 

 

Selecionamos algumas cervejinhas para você já ir criando familiaridade com o gigante e saboroso mundo das cervejas especiais. Pronto para começar? Então copo na mão e vamos lá:

 

 

Pilsner Urquell, da República Tcheca

 

É ideal para beber à noite, no churrasco com os amigos ou na praia.

 

 

Weihenstephaner‎ Hefe Weissbier, da Alemanha

 

A Weiss lembra aroma de banana, cravo ou fermento de pão e a Wit é mais refrescante e possui aromas cítrico e de condimentos como coentro e casca de laranja. É cerveja de trigo. Ela costuma ser turva, ter baixo amargor e médio teor alcoólico.

 

 

Mad River Steelhead, dos Estados Unidos

 

A coloração varia do amarelo claro até o cobreado. Baixo teor alcoólico e médio amargor. Seria equivalente à Pilsen da família Ale. Essa é uma boa alternativa para a turma da Pilsen que saiu da mesada e quer partir para a próxima.

 

 

Delirium Tremens, da Bélgica

 

Cerveja estilo Belgium Strong Ale, com baixo amargor e alto teor alcoólico. Essa é agressiva! Boa para quem está querendo afogar as mágoas.

 

 

Green Cow – Seasons, do Rio Grande do Sul, Brasil

 

Essa American Ipa é para quem já está entendendo mais de cerveja e já morou fora do país. É mais openmind. Bem moderna e cool.

 

 

Cantillon Kriek, da Bélgica

 

É uma cerveja cara, do tipo Lambic. O sabor é complexo, podendo lembrar até mesmo vinagre. Possui alta formação de espuma. É uma cerveja que pode durar até 6 anos, em média, após a sua fabricação, realçando os seus sabores.

 

Perfeita para colocar na lista de sugestões de presentes do amigo secreto da empresa 😀

 

 

Ufa! Depois de aprender isso tudo, #PartiuBeber

 

 

Fica em Ipanema, no Rio, a primeira filial das Américas da belga Delirium Café. São dois andares com mesas dentro e fora do bar, 10 torneiras de chope e uma média de 420 rótulos.

 

 

Quem gosta do clima boteco carioca, o Brewteco é uma ótima opção no Leblon. O local mistura vários públicos e oferece uma boa carta de cervejas, além de cachaças e outros destilados.

 

 

Com 22 torneiras, a escocesa BrewDog é a dica para quem está em São Paulo. O pub é o primeiro bar da cervejaria fora da Europa e uma das mais respeitadas mundialmente.

 

 

Gosta de estar por dentro das novidades do mercado? O tradicional Empório Alto dos Pinheiros ou EAP recebe, praticamente, todos os lançamentos das novas cevas no Brasil. São 700 rótulos e 33 torneiras de pura diversão.

 

 

Dito isso, a regra é uma só: siga o seu paladar. No mundo das cervejas não existe certo ou errado, o importante é você encontrar o seu estilo e ser feliz!

 

Fique ligado nos nossos próximos posts sobre o universo cervejeiro, com dicas, novidades e roteiros especiais para quem é fã de uma boa gelada 😉

 

 

Prost!

 

 

Cervejas para todos os gostos