16.05.16 | Escrito por: O Bom de Viajar

Caminhos da cachaça no Brasil

Um roteiro especial para você saborear uma bebida brasileiríssima

Caminhos da cachaça no Brasil

 

Depois das rotas da cerveja e destinos do vinho, chegou a hora e a vez de celebrarmos essa bebida bem brasileira aqui no O Bom de Viajar. Vamos começar a nossa expedição pelos caminhos da cachaça! 

 

 

São 450 anos de história, sabor e muita tradição. Nossa querida e irreverente caninha não poderia ficar fora dessa, né? E pra não errar a dose, dois destinos não podem faltar na lista dos apreciadores da velha e boa pinga.

 

 

Vamos direto para Paraty, no Rio de Janeiro, e Ouro Preto, Minas Gerais.

 

 

Se eu fosse você, não ficava fora dessa!

 

Caminhos da cachaça no Brasil

 

A cachaça é o terceiro destilado mais consumido no mundo. Os gringos piram na caninha made in Brasil!

Pode se orgulhar mesmo! Afinal, a cachaça é uma bebida 100% nacional.

 

 

Produzida desde o período colonial, o primeiro engenho de que se tem notícia foi montado em 1516, em Pernambuco. Ou seja, desde que o Brasil é Brasil fazemos (e bebemos) cachaça.

 

 

Dizem que D. Pedro I fez questão de brindar a Independência com um vibrante shot de caninha. =) É história e tradição pra ninguém botar defeito!

 

 

E foi lá pros lados de Paraty e Ouro Preto onde tudo isso cresceu, apareceu… E não parou mais.

 

 

ADIANTE!

 

 

Paraty, no litoral Sul do Rio, é uma cidade histórica, cheinha de encantos, com natureza de tirar o fôlego e muitos eventos culturais como a Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) e o Bourbon Festival Paraty, só pra citar alguns.

 

 

Mas como o papo aqui é cachaça, outro tesouro da região, bora logo conhecer os principais alambiques, cachaçarias e tudo o que essa pioneira produtora tem para oferecer.

 

 

Cachaça Coqueiro – É da Fazenda Cabral uma das melhores pingas nacionais. A premiada cachaça Coqueiro não tem envelhecimento. Com intensidade alcóolica suave e encorpada, é muito boa pra preparar uma deliciosa caipira. Passe no Engenho D’Água pra conhecer o processo dessa maravilha. Você vai gostar. 😉

 

 

Cachaça Paratiana – A Paratiana tem prêmios nacionais e internacionais reconhecidos (há pouco ganhou ouro num famoso concurso em Bruxelas) o/. Como está aberta para visitação todos os dias, não tem desculpa pra você não ir até lá.

 

 

A dica aqui vem de uma carioca, viajante do mundo e apaixonada pela nossa bebida por onde quer que passe. A designer Alessandra Salata, que atualmente mora em Porto Alegre, não abre mão de saborear qualquer prato com cachaça, tamanha sua versatilidade. Até angu (iguaria muito consumida desde o período colonial) vai bem, ela garante, com uma dose de Gabi Cravo e Canela

 

 

‘A Gabi é docinha, parece um licor, tem um teor alcóolico mais baixo que uma cachaça comum é ótima pra tomar geladinha, também como aperitivo’.

 

 

Bom, depois desse relato apaixonado, parece uma mancada não experimentar! 😉

 

 

Cachaça Engenho D’Ouro – O alambique faz parte de um conjunto que inclui restaurante e uma casa de farinha. Para visitar, basta fazer contato e confirmar os horários disponíveis para visitação. 🙂

 

 

OUTRAS PRATAS DA CASA

 

 

Cachaça Maria Izabel (super artesanal, é um dos alambiques mais bonitos da região), cachaça Pedra Branca e cachaça Corisco.

 

 

Os engenhos paratienses seguem as receitas dos seus antepassados e valorizam a identidade local, o que garantiu aos seus produtos o selo de Indicação Geográfica (que garante a qualidade e procedência). Além da degustação, as visitas aos alambiques são um verdadeiro mergulho na história!

 

 

EU QUERO!

 

 

Quem quer levar uma boa dose pra casa pode dar uma passada no Empório da Cachaça, bem no Centro Histórico. A loja tem uma infinidade de opções. Ir embora sem uma mostra dessa maravilha é quase um pecado. 😉

 

Caminhos da cachaça no Brasil

 

MINAS DA CACHAÇA

 

 

Ir a Ouro Preto, em Minas, e não experimentar uma cachacinha é (quase) impossível.

 

 

Entre o sobe e desce das ladeiras, uma parada obrigatória é na cachaçaria Milagre de Minas. Localizada bem no Centro Histórico, na famosa Praça Tiradentes, tem mais de cem rótulos de cachaça, parte delas de fabricação própria. Além de super saborosa, a fama que rola é que essa tem efeitos afrodisíacos, por causa das combinações dos 15 tipos de ervas usadas na produção.

 

 

Diferente, né?!

 

 

Se não quiser correr o risco, você pode escolher uma das outras tantas opções de cachaças feitas em diferentes regiões de Minas Gerais, sô. E ficar horas e horas desfrutando e degustando. 😀 Vai sem medo de ser feliz!

 

 

É também de lá a saborosa cachaça Safra Barroca.

 

 

A bebida, que é produzida em uma fazenda com 250 anos localizada na Estrada Real, é oferecida ao final do tour pela casa do artista Aleijadinho, que hoje virou um museu. Em recente viagem à cidade barroca, o estudante de Ciências Sociais Alexandre Assmann visitou a Casa de Aleijadinho e pode experimentar o destilado. ‘É uma cachaça meio licorada. Maravilhosa!’, declarou ele. Já louco para voltar. 😉

 

 

Mais uma curiosidade: essa cachaça é obtida da cana Java, produzida em dornas de uma madeira doce e aveludada vinda de Portugal, porém, de origem sul-africana. Chique, né?

 

 

Além da Safra Barroca, o museu tem uma personagem que também vale a visita. A simpática guia, que comanda a experiência de forma divertida, contou que encontrou em suas terras uma madeira que era da adega pessoal de Dom Pedro I, onde o próprio envelhecia sua cachaça. Ou seja, uma lugar que vive a bebida de todas as formas.

 

 

Alguém aí duvida disso? hehehe

 

 

Um destino lindo, que respira a história do Brasil Colônia e branquinhas da melhor qualidade.

 

Tem que ir!

 

Caminhos da cachaça no Brasil

 

VOCÊ SABIA?

 

 

– A Alemanha é um dos maiores importadores da cachaça brasileira, seguido pelos Estados Unidos. Salve a água-que-passarinho-não-bebe!

 

 

– No Brasil, o Carvalho é bastante utilizado para o envelhecimento da cachaça. A madeira dos barris, entretanto, precisa ser importada da Europa e dos Estados Unidos.

 

 

– A maior parte dos barris existentes aqui é proveniente da Escócia. Esses foram, anteriormente, usados para envelhecimento do uísque.

 

 

– Dia 21 de maio é o Dia Mundial da Cachaça.

 

 

– 13 de setembro é o Dia Nacional da Cachaça. Essa foi a data escolhida para relembrarmos os tempos de Brasil Colonial, quando a bebida era símbolo de resistência contra a dominação portuguesa (a famosa Revolta da Cachaça).

 

 

Irreverente, marcante, sofisticada, de sabores vibrantes e muitas sensações.

 

A cachaça é para apaixonados! E quem ama descobre, desfruta e explora!

 

Bora viajar pelo nosso Brasil! 😉