09.03.17 | Escrito por: O Bom de Viajar

Go Outside – Wing walking, especial com Karina Oliani

As aventuras de uma apaixonada por adrenalina e emoção

Karina Oliani

Pode colocar na conta da médica de expedição e aventureira por vocação Karina Oliani mergulhos com tubarões nas Bahamas, escalada de vulcões, mergulho em placas tectônicas, caça à aurora boreal, escalada em cavernas de gelo e um lindo mergulho com centenas de baleias orcas numa única viagem à Islândia.

 

Essa apaixonada por atividades outdoor também tem no currículo a façanha de ser a brasileira mais jovem a alcançar o topo do Monte Everest. Feito conquistado em 2013, numa super expedição que durou 55 longos dias.

 

Ficou sem fôlego? Espera que ainda tem muito mais. 😉

 

Pode incluir nos créditos da Karina um bicampeonato de wakeboard, um tricampeonato de snowboard, safaris, incontáveis trilhas, voos e diversas escaladas.

 

E para completar, entre uma viagem e outra, ela participa de várias missões humanitárias, sendo a primeira médica certificada na América Latina e única no Brasil para trabalhar com resgates em áreas remotas e medicina de emergência. UAU!

 

O Go Outside do mês da mulher abre passagem pra essa super-woman-power-atleta-destemida e caçadora de emoções que vai nos levar para um passeio de avião, digamos assim, nada muito convencional.

 

Preparados? \o/

Go Outside com Karina Oliani

 

Apertem os cintos, porque a adrenalina e o frio na barriga vão começar!

 

 

 

Já imaginou voar a mais de 1.500 metros de altura, em torno de 250 km por hora, do lado de fora de um avião teco-teco? Com certeza muitos diriam que não.

 

Daí você pode estar pensando: mas quem em sã consciência faria uma coisa dessas? Acreditem, Karina Oliani fez! \o/

 

O chamado wing walking é um dos esportes mais perigosos do mundo.

 

E bastou ler um artigo sobre a modalidade e ver algumas mulheres praticando para a médica querer experimentar a sensação de voar sobre as asas de um avião.

 

 

Karina Oliani

 

“Um dia essa

mulher tem que

ser eu.




… E o sonho virou realidade!

 

 

Alguns anos depois, um pouco de pensamento positivo e muita disposição, Karina realizou o sonho de voar do lado de fora do avião. 😀

 

E pra nossa alegria, nos contou tudinho sobre essa experiência inesquecível.


Com as palavras, Karina Oliani:

 

 

Como tudo começou

 

 

 

Karina Oliani
Por @rphonorio.

 

Wing Walking
Por @rphonorio.
Sequim, WA
A pequena cidade de Sequim, nos EUA




Apresento-lhes o wing walking, que na tradução literal significa “caminhar sobre as asas”. Por isso une aviões, malabarismos e muita coragem. Essa atividade é mais comum durante shows aéreos e, geralmente, é praticada por mulheres acrobatas.

 

Em Sequim, uma típica cidadezinha do interior de Washington, nos EUA, que fica a 160 km de Seattle, as pessoas têm na garagem seus próprios aviões e é comum vê-los decolando nas pistas que ficam no quintal das casas. Também, pudera… O céu desta cidade é muito convidativo!

 

Fui até onde vive uma família de wingwalkers, os Masons. Michael e Marilyn são instrutores de wing walking e já ensinaram esta atividade para mais de 100 pessoas. É uma espécie de tradição que vem há várias gerações na família deles.

 

 

O preparo

 

 

 

Preparação
Por @rphonorio.

Antes de voar, Marylin me ensinou todos os procedimentos de segurança até que virasse algo automático. Foram duas horas de treinamento pesado: equilíbrio, memória, repetições. O avião é muito antigo e frágil, por isso, você só pode se apoiar em poucos e precisos lugares. Uma pisada ou pegada errada coloca não só a sua vida, mas também a do piloto em risco.

 

“Esse é um esporte que não aceita erros”, enfatizou Marylin.




A hora de voar



Finalmente tive a grande oportunidade de praticar esse esporte que me fascinou desde a primeira vez que fiquei sabendo de sua existência. Depois disso, não tirei mais da cabeça a possibilidade de um dia poder caminhar sobre as asas de um avião em pleno voo.

 

Devidamente preparada, era hora do show! Decolamos.

 

O Michael atingiu a altitude devida e reduziu a velocidade para eu poder sair do cockpit (espaço onde se aloja o piloto nos aviões) e escalar para a asa superior do avião.

 

O vôo

 

Por um momento tive que soltar as duas mãos e me senti completamente solta, voando a 2 km do chão. Prendi o cinto, e passei o sinal para o Michael começar a fazer uma série de acrobacias como loopings, parafusos e stalls. A força do vento contra meu corpo era absurda. O vento me empurrava o tempo todo, e após 30 minutos no ar, meus músculos estavam exaustos e eu estava congelando!

 

Por outro lado, a sensação de liberdade é indescritível e não se compara a nada que já tinha experimentado antes! É uma loucura, mas eu tinha que ter vivido essa experiência!

 

Quando você chega lá em cima e se dá conta que está no topo da asa de um avião que está voando é um momento tão surreal que chega a ser mágico!

 

Atleta, apaixonada por atividades outdoor, médica dedicada e incansável. Alguma dúvida que as grandes aventuras são a vida dela?

 

Obrigado pelo conteúdo incrível, Karina! =)

 

Dessa vez ficamos por aqui. Mas nos reencontramos em breve, no próximo Go Outside, com mais uma nova aventura.