31.03.17 | Escrito por: O Bom de Viajar

24 horas em Salvador com o Bomde

Roteiro para curtir a capital do axé em 24 horas

Para a nossa felicidade, voltamos!

 

Porque é impossível ficar longe das cores, ritmos, sabores e axé de Salvador por muito tempo, né?

 

A capital baiana é dona de uma musicalidade ímpar, respira e vive arte e história por todos os cantos, tem uma culinária pra lá de porreta (aka MUITO BOA) e belezas naturais arrebatadoras. Quanto alto-astral!

 

São tantas coisas boas num destino só que fica impossível resistir às muitas alegrias soteropolitanas. E resistir pra quê?!

 

Nosso conselho:

 

Já visitou? Volte!

 

Não foi ainda? Então vá correndo!

 

E descubra por que dificilmente vamos cansar de turistar por Salvador. 😉

 

Montagem com 3 fotos exibindo o Pelourinho, em Salvador, uma baiana com seu traje tradicional e uma fotografia aérea da cidade.

Lá tem vatapá,
Então vá!
Lá tem caruru,
Então vá!
Lá tem munguzá,
Então vá!
Se quiser sambar
Então vá!
– Dorival Caymmi

 

 

Salvador é irresistível e já estávamos com tanta saudade que resolvemos voltar.

 

Dessa vez a viagem foi rapidinha, mas claro que incrível. Acompanhamos um dia inteirinho de turista do Junior de Paula, da equipe do site da Heloisa Tolipan. Ficamos 24 horas por lá, mas que soubemos muito bem o que aproveitar. \o/

 

Se vamos contar tudinho o que rolou por lá? Fizemos melhor. Pegamos todas as dicas e fizemos um roteiro super insider, pra quem está com pouco tempo, mas cheio de disposição.

 

Então bora lá!

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Bom dia, SalvadÔ!

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Começamos o dia com o pé direito.

 

Logo após chegar ao hotel Golden Tulip Salvador, que fica no alto do bairro Rio Vermelho (aquele charmoso cantinho da cidade, super boêmio, com muita história e festas o ano todo), fomos surpreendidos.

 

Para saber o motivo, siga essa dica.

 

Vista do hotel Golden Tulip Salvador.

 

Assim que você fizer check-in no hotel, faça um favor a si mesmo: abra a porta do seu quarto, chegue até a varanda – sim, todos os quartos do GT Salvador têm uma varanda para chamar de sua – e sorria, afinal, você chegou à Bahia. A vista é deslumbrante! Dali dá pra ver da Baía de Todos os Santos até o Farol da Barra, que fica lá na Praia da Barra.

 

Tenha essa experiência quantas vezes quiser durante o dia. Temos certeza de que vai ser inesquecível.

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Café da Manhã – 8h

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Restaurante com vista para o mar.

Deixadas as malas no quarto, fomos direto tomar café da manhã no hotel mesmo.

 

Se jogue na ilha das tapiocas (feitas na hora) com bastante recheio e acompanhe uma das muitas opções de sucos naturais com frutas locais à disposição no buffet. É hora de ser feliz.

 

Ah, o restaurante tem paredes de vidro, ou seja, a vista incrível tá garantida. 😉

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Praia do Buracão – 9h

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Já alimentados, partiu praia! Abuse do protetor solar e siga direto para a Praia do Buracão.

 

A descolada praia, no bairro Rio Vermelho, é um point da orla de Salvador, frequentado por locais e pelos que sabem todos os segredinhos da cidade.

 

 

Vista da Praia do Buracão
Por @lay.aneferreira
Mural colorido pintado com coqueiro, sol e temas de praia.
Por @raphael20r
Ondas quebrando em rochas na areia.
Por @colelipe

 

 

Dica: Dá pra pegar o carrinho de golfe disponibilizado pelo hotel até a parte baixa do Rio Vermelho e de lá seguir a pé – é tipo uns 15-20 minutos de caminhada. Ou então, se preferir, pegar um táxi, que vai te deixar com o pé na areia em menos de cinco minutos.

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Casa do Rio Vermelho de Jorge Amado – 11h

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Depois de um mergulho revigorante e alguns minutos ao sol, não perca tempo e chame um táxi ou um Uber, que já é frequente em Salvador. Próxima parada: Rua Alagoinhas, 33.

 

A famosa Casa do Rio Vermelho, onde Jorge Amado e Zélia Gattai viveram por muitos e muitos anos e onde estão suas cinzas, se transformou em um museu-instalação pensado por Gringo Cardia, que é quase parada obrigatória.

 

Por lá, além de conhecer um pouco da intimidade do casal, já que alguns ambientes seguem do jeitinho que os dois pensaram, como o quarto e cozinha, a gente também entende um pouco o universo do escritor que inventou a Bahia para os brasileiros com seus personagens tão cheios de vida.

 

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Almoço – 12h

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Arroz de Hauçá
D. Mariquita por @em_algum_lugar_do_mundo

Já falamos do charmoso restaurante da Dona Mariquita por aqui e sempre vale voltar lá, viu? Aconchego e sabores deliciosos e típicos deliciosos o resto tem de sobra. Outro cantinho bacana pra conhecer e se perder nos aromas baiano é o Casa de Tereza. O banquete tá garantido!

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Igreja do Nosso Senhor do Bonfim – 15h

 

A Igreja do Bonfim é o nosso destino logo depois do almoço.

 

O caminho é um pouco longo, mas aproveite para observar o trajeto, que é mágico.

 

Você vai passar pelo Centro Histórico, pela Cidade Baixa, pelo cais, pelas obras de Irmã Dulce e, uma meia hora depois, se o trânsito colaborar, você vai estar no alto da colina Sagrada. Assim é chamado o morro onde fica o templo, com suas grades repletas de fitinhas coloridas voando ao vento e a imponência da igreja que é o maior centro da fé católica para os baianos.

Muro da igreja coberto pelas famosas fitinhas coloridas de Nosso Senhor do Bom Fim.
Fitinhas do Bonfim por @lavidafab

 

Por lá é possível admirar as imagens de Nosso Senhor do Bonfim e de Nossa Senhora da Guia, que vieram de Portugal para a Bahia, através do capitão da marinha portuguesa Theodozio Rodrigues de Faria, em 18 de abril de 1745, em um domingo de Páscoa.

 

Siga a tradição: compre suas fitinhas com um dos muitos vendedores na porta, faça sua oração e amarre o amuleto na grade fazendo três pedidos. Um para cada nó. E Axé!

 

 

“Quem vai ao Bonfim,
minha nêga,

Nunca mais quer voltar.
Muita sorte teve.
Muita sorte tem.
Muita sorte terá.
Você já foi à Bahia, nêga?
Não?
Então vá!”
– Dorival Caymmi

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Pelourinho – 16h

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Quem nunca sonhou em conhecer aquelas ladeiras de paralelepípedo, com casas no estilo colonial coloridas, que já foram cenário de tantas obras bacanas mundo afora? Pois bem, é para lá que a gente vai depois de rezar para Nosso Senhor do Bonfim.

 

Chegue pelos arredores do Terreiro de Jesus e se perca pelas ruelas, entrando e saindo de lojas e das dezenas de igrejas espalhadas pela região. Próximo dali também fica o Elevador Lacerda, que rende ótimas fotos.

 

O Pelô, delimitado pelo Terreiro de Jesus e o pelo Largo do Pelourinho, é integrante do Patrimônio Histórico da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. E é nosso!

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Bahia Marina – 19h

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Do Pelourinho, seguimos para a Bahia Marina, onde está localizado um grande complexo de restaurantes e bares. Por ali fica o badaladíssimo japonês Soho o baianíssimo Amado. 

 

Sente em uma mesa à beira da Baía de Todos os Santos e seja feliz relembrando as muitas experiências vividas nessas 24 horas em Salvador. Depois, alguns drinks mais tarde, é hora de voltar para o Golden Tulip Salvador e recarregar as energias em uma revigorante noite de sono em um dos quartos com as vistas mais lindas da cidade.

 

 

 

Culinária japonesa no Soho Restaurante, prato com camarões, frutos do mar e pimenta.
@sohorestaurante
Prato típico do Restaurante Amado.
Restaurante Amado por @almeida1984
Filé mignon e purê no Acqua Café.
@acquacafe

 

Um dia por lá é pouco? Com certeza, mas cada segundo vale muito a pena! Afinal, é a Bahia!

 

Ficou com gosto de quero mais?

 

Aqui tem mais dicas pra você. Porque podemos (e devemos) visitar Salvador centenas de vezes e nunca vamos cansar. \o/