27.05.19 | Escrito por: O Bom de Viajar

De Carona com o Bomde – Cuba

Praias paradisíacas, mojitos e muita riqueza cultural na ilha mais famosa do Caribe

Sabe aquele destino dos sonhos? Aquele que a gente deseja tantas vezes que quando realiza parece surreal?

 

Viajar para Cuba, a paradisíaca ilha caribenha, foi exatamente assim para o carioca Antônio Alcantara. O turismólogo partiu para a terra do rum, charutos e da famosa revolução liderada por Fidel Castro e Che Guevara, colecionou histórias e lembranças que ficarão para sempre.

 

Dias de sol, praia, drinks e uma imersão histórica e cultural em um dos lugares mais icônicos do mundo, quem aí topa?

 

Pegue carona com a gente e apaixone-se por essa trip incrível!

 

Partiu!

 

 

 

 

 

 

Cuba: a ilha cheia de encantos, praias paradisíacas e riquezas históricas.

 

Preparados para esta viagem dos sonhos e super inspiradora? A partir de agora, fiquem com o nosso convidado especial que vai contar tudinho como foi.

 

Queremos saber tudo, Antônio! \0/

 

 

 

Cuba: realizando um grande sonho

 

Conhecer a mais icônica ilha caribenha sempre foi um grande sonho de vida, pois é um lugar que reúne história e uma cultura riquíssima, além do mar quentinho e cristalino do Caribe.

 

Por diversas razões eu sempre acabava adiando essa visita a Cuba, mas este ano decidi que a hora de me aventurar sozinho na terra dos charutos, rum e da revolução socialista havia chegado.

 

 

Exigências e preparativos

 

Para entrar em Cuba é necessário ter o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (ou CIVP), documento que comprova a vacinação contra a febre amarela exigido no país (eles pedem mesmo). Além disso, também é necessário o visto de turista.

 

Existem algumas formas de se obter o visto, como ir ao consulado ou pagar um despachante, mas a Copa Airlines oferece a venda do visto em reais no momento do check-in. Escolhi essa opção por ser mais prático e barato, mas tive o azar de o visto estar em falta no dia em que viajei e acabei comprando por 20 dólares na conexão no Panamá.

 

Também fiz o seguro viagem por questões de segurança, mas não foi solicitado na imigração.

 

 

Moeda e câmbio

 

Cuba possui duas moedas correntes, mas a utilizada pelos turistas é o Peso Conversível ou CUC, que é equivalente ao dólar. Não existe CUC para comprar no Brasil, então temos que trocar os nossos reais por dólar, euro ou dólar canadense para depois trocar por CUC em Cuba.

 

Eu optei por levar euros pois, por conta do embargo, existe uma taxa de 10% para trocar dólares na ilha.

 

 

Hospedagem

 

Um dos objetivos da minha viagem era conhecer mais a cultura e ter uma interação com o povo cubano, então não tive dúvidas que deveria me hospedar em casas particulares para vivenciar um pouco do dia a dia local.

 

No Airbnb existem diversas opções disponíveis para quem quer reservar antecipadamente, que foi o que fiz. Mas muitas pessoas vão sem casa reservada ou só com a primeira noite, pois a oferta é muito grande e é possível negociar diretamente por preços melhores, além de mais liberdade para estender ou encurtar a estadia em alguma cidade.

 

As casas são reguladas pelo governo e seguem à risca uma série de requisitos, então pode contar com conforto e segurança ao escolher essa modalidade.

 

 

Transporte em Cuba

 

Taxi coletivo por @bolombuviajes

 

Ônibus Viazul por @nomegustazanahoria

 

 

Para me locomover entre as cidades eu utilizei a Viazul, empresa de ônibus cubana que viaja para praticamente todas as cidades da ilha.

 

A vantagem da Viazul é que você pode reservar diretamente no site da empresa e pagar no cartão de crédito. As viagens são pontuais e os ônibus são confortáveis, mas muitas vezes sai mais caro do que os táxis coletivos, outra opção muito utilizada para viajar por Cuba.

 

E finalmente, a grande viagem!

 

 

 

Dia 1 – Havana

 

Com tudo preparado, era hora do tão aguardado embarque.

 

Viajei de madrugada e desembarquei em Havana por volta das 11h. Fiz o câmbio em caixas automáticos no aeroporto, comprei cartão de internet (sim, o acesso à internet em Cuba é feito via cartão de acesso em pontos de Wi-Fi espalhados pela cidade) e peguei um taxi até a casa da dona Maria, no bairro Vedado, por 20 CUC. Dona Maria é uma senhora muito gentil e que me recebeu muito bem.

 

Cheguei com fome e ela me recomendou uma espécie de pensão local, onde os trabalhadores cubanos comem. Comida muito simples, mas saborosa e paguei apenas 2 CUC com refrigerante incluído.

 

Aproveitei o dia para ir aos locais próximos da casa. Fui até a Universidade de Havana e depois até a Praça da Revolução, onde estão os prédios clássicos com a imagem dos heróis da revolução Ernesto Che Guevara e Camilo Cienfuegos.

 

Em frente à praça está o Memorial José Martí, mas já passava das 16h e estava fechado. Voltei para casa e logo que cheguei começou a chover, estava tão cansado que dormi até o dia seguinte.

 

Casa onde fiquei hospedado em Havana

 

Centro de Havana

 

Universidade de Havana

 

 

Dia 2 – Havana

 

Acordei bem cedo, tomei café na casa e peguei o ônibus até o Museu da Revolução. No caminho conheci duas brasileiras que também estavam indo para lá e fizemos a visita juntos.

 

O museu fica no antigo prédio do governo cubano e conta muito bem a história do triunfo do exército revolucionário contra o ditador Fulgencio Batista, além de como o novo governo foi implantado e a vida no socialismo. A entrada custou 8 CUC.

 

Após conhecer o museu, fomos andar pelas belas ruas de Habana Vieja, a parte mais turística da cidade. Tomamos o mojito mais famoso do mundo na Bodeguita del Medio, almoçamos e caminhamos bastante. À noite fomos até a boate Asturias com o amigo cubano que as meninas fizeram na noite anterior. Muitos mojitos e reggaeton depois, voltamos pra casa de táxi. Acabamos pagando 20 CUC ao invés dos 10 CUC combinados pela corrida, pois o motorista alegou não ter troco.

 

Museu da Revolução

 

La Bodeguita Del Medio

 

Boate Asturias

 

 

Dia 3 – Havana

 

Mesmo tendo feito balada na noite anterior, acordei cedo e encontrei com os mesmos amigos da festa para irmos à Playa del Este, praia que fica a 20 minutos de Havana e é muito frequentada pelos Cubanos.

 

Era domingo e a guagua (como eles chamam ônibus) estava com uma fila enorme, então fomos de táxi mesmo. A ideia de ir domingo não foi tão feliz, pois a praia estava lotada. Mesmo assim, deu pra desfrutar bem o dia e curtir as belezas de lá. Você pode alugar cadeira e guarda-sol por 2 CUC cada. Nosso amigo cubano nos comprou uma comida de procedência duvidosa, servida em caixinha de papelão, mas faz parte da experiência, né?

 

À noite, fomos jantar no que se tornou meu restaurante favorito em Cuba. Locos por Cuba, no bairro Vedado. Ambiente super agradável, sacada com vista pra rua e comida muito boa e barata, com pratos custando em média de 3 a 5 CUC. Além de tudo, o restaurante sempre tinha cerveja bem gelada, algo que percebi ser difícil de conseguir na ilha. Depois ainda fui até o Malecón (a avenida beira-mar de Havana), onde os cubanos se reúnem à noite para beber rum, mas estava bem cansado e logo voltei para a casa.

 

Tomando uma Bucanero no Locos por Cuba

 

Playa Del Este cheia no domingo

 

Malecón de Havana

 

 

Dia 4 – Havana

 

Mais uma vez acordei cedo e fui caminhar por Havana. Passei pelo Capitólio, mas infelizmente estava fechado à visitação, andei por Centro Habana, bairro Chino e novamente Habana Vieja. Almocei uma pizza de rua bem gostosa por 1 CUC e depois peguei o ônibus que leva até o Castillo del Morro e a Fortaleza de San Carlos de la Cabaña, dois atrativos incríveis que se destacam pela imponência e pela bela vista que proporcionam da cidade. A entrada custa 6 CUC cada. O jantar, pra variar, foi no Locos por Cuba.

 

Um parêntese:

 

A família da dona Maria é incrível! Seu filho é uma pessoa muito culta e por diversos momentos conversamos muito sobre política e cultura, tanto de Cuba quanto do Brasil. Incrível como eles são bem informados do que acontece aqui e no mundo.

 

Capitólio

 

Havana vista do Castillo

 

Bairro Chino

 

 

 

Dia 5 – Cienfuegos

 

Dia de madrugar, acordei às 5 da manhã e peguei um táxi para o terminal Viazul (preço normal do taxi é 10 CUC, mas paguei 15 CUC pelo horário). Cheguei lá e o ônibus saiu pontualmente às 7h. A viagem foi tranquila e cheguei em Cienfuegos com um sol de lascar. Localizei a casa que fiquei hospedado e fui bem recebido pela anfitriã Yaité, que me passou várias dicas do que fazer na cidade.

 

Fui caminhando até o Centro histórico, considerado Patrimônio Cultural da Unesco e fiquei impressionado com a arquitetura do local que é realmente bem bonito. Almocei um belo cordeiro no El Campesino por 8 CUC já com bebida e gorjeta. De sobremesa, fui conhecer a Coppélia, famosa sorveteria estatal cubana. Peguei uma fila pra entrar, dividi a mesa com três idosos cubanos e batemos muito papo. O sorvete é realmente muito barato. Pedi um sundae e custou centavos. Me ofereci para pagar a conta do pessoal e eles se recusaram.

 

Depois caminhei até o cais e tomei umas cervejas com vista da baía. Quando o sol baixou, fui caminhando pelo Malecón até Punta Gorda, zona onde ficam os hotéis e restaurantes chiques da cidade. Na volta, infelizmente, um rapaz com uma bicitáxi (isso mesmo, táxi na bicicleta) me pediu dinheiro, eu neguei e então ele me coagiu a dar dinheiro. Foi a única vez que me senti mal na viagem. Então eu chamei outro bicitaxista e fui com ele, por 5 CUC. Comi uma pizza por 1 CUC e fui dormir.

 

Cordeiro no El campesino

 

Baía de Cienfuegos

 

Centro Histórico de Cienfuegos

 

 

Dia 6 – Cienfuegos/Trinidad

 

Acordei cedo, tomei café na casa (5 CUC) e fui andar novamente pelo Centro histórico, já que meu ônibus para Trinidad (meu próximo destino) era só à tarde. Andei um pouco e começou a chover forte, então tive que me abrigar em um coreto até que a chuva parasse. Almocei um bocadillo (sanduíche) e fui pegar o ônibus para a bela e histórica Trinidad.

 

Pra quem já foi a Paraty, no Rio de Janeiro, vai sentir uma certa similaridade entre as cidade, que possui um belo e conservado Centro histórico, além de opções de praia e cachoeiras próximos. Após me alojar na casa da dona Marta e Yuri (pessoas maravilhosas, minha melhor estadia em Cuba e que recomendo de olhos fechados), fui encontrar as meninas que conheci em Havana, que já estavam em Trinidad.

 

Saímos para jantar no restaurante La Nueva Era. Sentamos em um belo terraço, ao som de um grupo de salsa e neste dia jantei camarões. O prato estava bom, mas não achei que valeu o preço (15 CUC só o prato). Após o jantar fomos ao tradicional Casa de la Música, nas escadarias principais da cidade. A entrada custa 1 CUC e vários grupos de salsa se apresentam no local. O lugar é frequentado basicamente por turistas, mas também tinham alguns cubanos, homens e mulheres, que tiravam as pessoas para dançar. O local é muito bacana e vale bastante a visita!

 

Casa de la Musica

 

Centro Histórico de Trinidad

 

Amigas alemãs em Trinidad

 

 

 

Dia 7 – Trinidad (Playa Ancón)

 

O dia estava lindo, então resolvi ir conhecer a praia Playa Ancón, a mais famosa da parte Sul da ilha. Existe um ônibus que leva até a praia, mas eu estava empolgado e resolvi alugar uma bicicleta por 6 CUC com um vizinho. Vi a rota pelo Google Maps (dica fundamental para Cuba: baixe todos os mapas das cidades antes para usar offline) e deu um total de 13 km, o que na hora julguei aceitável. Peguei a bike e parti pelas ruas da cidade. Na estrada eu encontrei duas alemãs que também estavam indo à praia e nos juntamos.

 

O caminho até lá é bem bonito e a praia é estonteante. Pagamos 1 CUC cada para estacionar as bicicletas e fomos curtir. Logo que chegamos um rapaz nos abordou oferecendo um passeio de barco com mergulho de snorkel e uma cuba-libre por 10 CUC, e topamos na hora. O barco foi praticamente privativo, pois além de nós quatro tinha apenas duas canadenses. Recebemos as nadadeiras e o snorkel, e ficamos flutuando por cerca de uma hora vendo os peixes e corais, bem bacana.

 

Na volta ficamos relaxando e aproveitando a praia por um tempo, mas sabíamos que teríamos 13 km para encarar novamente. Fizemos o trajeto bem devagar, mas como já estava cansado, precisei parar para descansar várias vezes… Foi um retorno bem complicado. Então a dica é: só alugue uma bicicleta se estiver realmente em boas condições físicas.

 

À noite ainda fui encontrar as novas amigas alemãs na praça da cidade, jantamos no La Terraza por um preço bem melhor que na noite anterior (9 CUC um tradicional prato Ropa Vieja com bebida) e depois ficamos tomando mojitos de 1 CUC em uma barraquinha na praça até tarde (não eram tão bons, mas não dava pra reclamar pelo preço).

 

Caminho a Playa Ancón

 

Pedalando até a Playa Ancón

 

Playa Ancón

 

 

Dia 8 – Trinidad

 

Eu já tinha reservado este dia para fazer o passeio de cavalo até o Salto del Caburní, mas eu estava tão cansado dos 26 km do dia anterior que não tive forças pra ir… Então o passeio ficou pra uma próxima oportunidade. Aproveitei para acordar um pouco mais tarde e andar pelo Centro de Trinidad.

 

Ainda encontrei as parceiras germânicas por acaso na rua e ficamos bebendo rum com Tukola (refrigerante parecido com a Coca-Cola) até a hora do ônibus delas partir. No dia anterior elas haviam me recomendado jantar uma lagosta na casa em que elas estavam hospedadas. Quando as meninas foram embora, fiz a reserva do prato com o dono da casa por 10 CUC (uma bagatela). No horário combinado, cheguei e fui muito bem recebido. A quantidade de comida foi absurda: arroz, feijão, salada, batata frita e a lagosta. Tudo uma delícia!

 

Achei muito legal que o dono sentou à mesa e jantou comigo (outra comida), me fazendo companhia.

 

Dias 9 e 10 – Cayo Santa Maria

 

Acordei ainda de noite e a Yuri e a dona Marta já estavam de pé preparando meu café, umas fofas. Dona Marta ainda me deu um dos maiores presentes que trouxe de Cuba: uma moeda de 3 pesos cubanos com a figura do Che (Ernesto Guevara, líder da Revolução Cubana). Por ser uma moeda local é bem difícil de conseguir. Agradeci e peguei o Viazul até Cayo Santa Maria. A viagem é bem longa, mas fui descansando. A parte final da viagem é feita na rodovia Pedraplén, uma estrada que cruza o mar, muito linda.

 

Em Cayo Santa Maria não existe casa, apenas resorts. Me dei esse luxo para relaxar e curtir um pouco de mordomia. Fiquei hospedado no resort Valentín Perla Blanca e foi uma experiência ok. O resort em si até é bacana, mas não foi tão legal de fazer sozinho. Acho que famílias e casais podem curtir muito mais esse tipo de hospedagem.

 

A comida não foi a orgia gastronômica que eu esperava, mas não era ruim. O tempo também não ajudou, estava fechado e chegou a chover em alguns momentos. Então o que fiz nesses dois dias foi relaxar na piscina, curtir a praia e tomar todas as bebidas incluídas. Ah, de vez em quando tem que dar uma gorjeta para os garçons agilizarem o serviço.

 

Dona Marta e Yuri

 

Cayo Santa Maria

 

Resort

 

 

Dias 11 e 12 – Santa Clara

 

Santa Clara é conhecida como a cidade do Che, pois foi onde ocorreu a batalha mais importante da revolução.

 

Um pouco de história:

 

Che e o seu exército descarrilharam um trem que transportava soldados do governo e, após uma épica batalha pela cidade, os revolucionários lograram êxito. Após o confronto, o ditador Fulgencio Batista deixou o país e a vitória foi conquistada.

 

Por tudo isso, a bela e pequena cidade possui diversas referências ao herói argentino.

 

Cheguei em Santa Clara à tarde, caminhei pelas ruas da cidade até o Parque Leoncio Vidal, uma bela praça onde fica o Hotel Santa Clara, que até hoje tem as marcas do confronto. Mais tarde jantei no restaurante Santa Rosalía. A comida era boa e gastei cerca de 9 CUC. No dia seguinte fui até a Cubatur (única agência de viagens de Cuba) e comprei um passeio à fábrica de tabacos Constatino Pérez Carrodegua. A visita é bem simples e dura mais ou menos 30 minutos. Mas é interessante ver como os charutos mais cobiçados do mundo são feitos manualmente.

 

Em frente à fábrica tem uma loja onde é possível comprar alguns exemplares das marcas Cohiba e Montecristo, para citar algumas das mais famosas. Após garantir os meus charutos, fui visitar a sede do partido comunista da cidade, onde tem a famosa estátua do Che segurando um menino, que representa o futuro do povo cubano. Depois visitei o Toma del Tren Blindado, uma espécie de museu com o trem descarrilhado que conta mais da história da batalha de Santa Clara. A entrada custou 2 CUC. Quase em frente ao museu está o Café Museu Revolução, um café com um belo acervo de itens e imagens Che, super recomendado. Um lanche com uma bebida custou 5 CUC.

 

Estátua do Che

 

Hotel baleado Santa Clara

 

Café Museu Revolução

 

 

Por fim, foi hora de ir até o outro lado da cidade para conhecer o mausoléu de Ernesto Serna Guevara. Além da imponente estátua, o local contém um museu com itens e imagens dos revolucionários e os restos mortais de vários guerrilheiros importantes, além do Che. Infelizmente não é possível tirar fotos, paguei 1 CUC para guardar a mochila e a entrada você paga quanto quiser, eu dei 3 CUC. À noite foi hora de pegar o Viazul rumo a Varadero.

 

Dia 13 e 14 – Varadero

 

Varadero é uma península bem estreita, cortada por quatro avenidas. Devido ao apelo turístico, a hospedagem e os restaurantes são mais caros. Porém, perto de onde eu estava hospedado havia um restaurante bem simples, com prato feito bem servido e gostoso por 3 CUC, que foi onde basicamente me alimentei enquanto estava na cidade. Não lembro o nome do restaurante, mas ele fica na Avenida 1ra, a umas poucas quadras da estação Viazul. Super indico pra quem quer economizar e comer bem.

 

De resto é curtir a bela praia de Varadero, considerada uma das mais bonitas do país. Infelizmente o tempo estava bem instável e com isso a bandeira ficou vermelha a maior parte do tempo em que fiquei por lá (o que significa que você não pode entrar no mar com a água acima do joelho). Eles fiscalizam e pedem pra pessoa sair mesmo. Mas deu pra curtir alguns momentos de sol e relaxar na praia.

 

Varadero

 

Varadero

 

 

 

 

 

Dia 15 – Havana e volta ao Brasil

 

No último dia voltei para Havana. Fiquei em uma casa próxima ao terminal da Viazul, mas justo na semana que eu estava lá eles mudaram de endereço e acabei tendo que pegar um táxi de qualquer forma. Então já fica a dica desta mudança.

 

Nesse dia, só tive tempo de ir até o memorial José Martí, grande herói cubano que lutou pela independência do país e inspirou os revolucionários.

 

Fim da viagem e fim da realização de um sonho, onde pude conversar com muitas pessoas e conhecer bem melhor a realidade do país.

 

Independente do seu posicionamento político, a visita ao país é muito válida para entender melhor como vivem os cubanos e também, é claro, para curtir as belíssimas praias caribenhas. Com toda certeza eu voltei uma pessoa diferente após esses 15 dias na ilha de Fidel.

 

Frase do Museu José Martí

 

 

 

E aí, já colocou Cuba na sua lista de desejos? Com certeza será uma viagem inesquecível!